domingo, 25 de maio de 2014

Boêmia cinza

Eu olho meus bolsos
e há notas
O copo estala na mesa no batuque
eu gosto do som frenético da mágoa
Meu refrão e silenciar o dizer

quinta-feira, 22 de maio de 2014

A paranóia

Superfície em colisão
quando há dois
e nenhum de nós
Tateia a escuridão e sinta o gozo dela
gelada
Fogo no centro como um ritual budista
cinza
na calcinha branca
Cheiro
Que se perdeu nos dedos de outro
Enquanto os meus
em alguma manhã
fazendo da bílis minha rainha