terça-feira, 23 de junho de 2015

Trono de Fátima

Não consigo sentir a chuva caindo do lado de fora

como o homem enforcado aos pés de Fátima sentiu

pastéis de carne com velas derretidas
na procissão que segui calado

Com amores perdidos aos finais de semanas atravessando cada gota com a lenha ao fogo

Recorrendo as poças d'água para limpar manhãs de futuro

e no presente o fracasso junto aos mestres

As tardes que perpetuavam os bolsos vazios com essas mãos aqui

Com o primeiro gole o cinza que desceu minha garganta

estampidos no banheiro
Outra corda na árvore
e nem deus sentiu a chuva caindo

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