segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Longínquo

Dessa terra em meus pés
Sob o cinza inerte da minha fé
Em madrugadas frias de porre
Em manhãs quentes por pura sorte

dois dedos garganta abaixo até o vaso sanitário

Pressão no meu escroto para minha santidade

A desordem em vestidos brancos torneando as pernas vistas por baixo
A paz no gosto amargo
de luto ao suicida apaixonado

A bílis é o anjo entendiado com o corpo
o corpo ausente pedindo conforto
A íris diminuindo o redor
O redor atando o corpo

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