quinta-feira, 31 de julho de 2014

Últimos dias

Já morri tantas vezes
que sonhar é vaidade  miséria em oração
as mãos juntas
perdem o rumo
quando isso estiver terminado
(Um engano)
Eu abraço deus por nós dois

A mulher que me ergueu banhado de sangue
o vidro que cortou a carne no brinde com a insônia
eu posso voltar em pedaços
Mas materno nos braços fico

Afogo no cinza da terra
Há quem espie as portas fechadas do céu 
pássaros trazendo o verão que evitamos
A água desce
os braços levantam
Lençóis brancos
Somatoria

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