quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Dezembro paranóia

Na sacada de casa
vejo a rua alagada trazer esperança de não perder tudo

Árvores enforcadas com luzes vergonhosas comemorando não se sabe o quê

Primoroso mês de dar fim as coisas ou simplesmente cobrir se bons sentimentos

Na prateleira vejo os rótulos baratos que não me dão

Peixe fresco nas sacolas com puxões dos pequenos querendo abraçar o caixa mais próximo

Ponteiros como morteiros nos meus olhos

Da desculpa recibida por quem nem fiz questão de estar

Amedronta esquivar e chafurdar no cinza?

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