sábado, 21 de dezembro de 2013

88

Sem expectativas de que o amanhã
não seja um tempo medido, o tempo
ausente desde 88.

O antes imaginavel é bebido em
desespero no silêncio cruel e
aconchegante de pós 88

Via-se montanha abaixo motivo pelo
qual as lutas questionadas tinham
sentindo

Via-se na volta a certeza de que era
o mínimo e suficiente possível que
algo bom era feito

Quem pode julgar ou apontar as
pontas dos dedos contra quem
unicamente sabe que da derrota o
motivo para se levantar é maior?

Você levanta todos os dias sob os
restos ficiantes de qualquer
pesadelo, quantas questão injustas
reunidas em olhos e ossos

Crime é mentir para um e outro,
andar sem propósito e calar por ser
mais válido

É um dia, às 15h sob um tempo
medido desde 88

Eu continuo com a vontade maior do
que qualquer perdar, com a mão
fechada para apertos

Um homem só ama uma vez depois
disso é só ilusão

Minimamente, Vitorino.

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